A Prefeitura de Itabuna, cidade do sul da Bahia, anunciou um processo seletivo para a contratação temporária de profissionais de níveis médio, técnico e superior, sob o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), com salários entre R$ 1.519,96 e R$ 4.750.
As inscrições começam no dia 31 de março e terminam 3 de abril, exclusivamente pela internet.
As oportunidades são para jornadas de trabalho de 30 ou 40h semanais, de acordo com a função.
Veja abaixo as oportunidades para nível médio:
Apoio técnico administrativo;
Agente de combate a endemias;
Brinquedista;
Oficineiro.
Veja abaixo as oportunidades para nível técnico:
Auxiliar de saúde bucal;
Técnico de informática;
Técnico de enfermagem;
Técnico de laboratório;
Técnico de radiologia.
Veja abaixo as oportunidades para nível superior:
Analista em cálculo judicial;
Arte educador;
Contador;
Engenheiro florestal;
Assistente social;
Educador físico;
Enfermeiro;
Farmacêutico;
Fisioterapeuta;
Fonoaudiólogo;
Neuropsicólogo;
Nutricionista;
Odontólogo;
Psicólogo;
Psicomotricista;
Sanitarista;
Terapeuta ocupacional.
A maior parte das vagas ofertadas é destinada à Secretaria Municipal de Saúde para atuação em unidades da rede pública ou em programas estratégicos que exigem atendimento especializado e multiprofissional.
Há reserva de vagas para candidatos negros (20%) e pessoas com deficiência (5%), conforme legislação vigente. Também será formado cadastro de reserva para todos os cargos.
Etapas do processo
O certame será dividido em duas fases:
Prova objetiva, de caráter eliminatório, marcada para 27 de abril;
Avaliação de títulos e experiência profissional, de caráter classificatório.
Para ser classificado, o candidato precisa alcançar pelo menos 50% de acertos na prova objetiva. O conteúdo programático está disponível no edital.
A taxa de inscrição será R$ 40 para nível médio e R$ 50 para superior. Os contratos temporários terão duração de até 24 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.
A idosa de 87 anos atingida por balas perdida, na tarde de quinta-feira (27), morreu no Hospital Geral do Estado (HGE), onde estava internada em Salvador, nesta sexta (28). Ela foi baleada dentro da casa onde mora, no bairro do Vale das Pedrinhas, no complexo do Nordeste de Amaralina.
Segundo o delegado do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Marcival Lima, foram encontrados ao menos cinco perfurações no corpo de Maria de Jesus da Silva. Ele explicou que a perícia só foi realizada nesta manhã, 12 horas após os tiros, porque antes a casa estava fechada.
“Segundo o relatório médico, ela apresentava cinco perfurações, que não necessariamente quer dizer que foram cinco tiros. Podem ser provenientes de dois tiros, sendo entrada e saída, e um que permaneceu no corpo. Como também podem ter sido cinco tiros”, disse o delegado.
De acordo com a apuração da TV Bahia, moradores contam que a vítima almoçava, em frente à televisão, quando policiais militares chegaram atirando na rua, e um dos disparos atingiu o braço direito da idosa.
Morre idosa atingida por bala perdida dentro de casa durante operação policial em Salvador — Foto: Arquivo Pessoal
Já a Polícia Militar afirmou, em nota, que militares faziam rondas no local, quando foram recebidos a tiros e revidaram. A vítima teria sido baleada em meio ao confronto.
Após o tiro, a idosa foi retirada de casa, no primeiro andar de um prédio, e levada por vizinhos para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda segundo a PM, durante a ação, um agente ficou ferido no rosto e foi levado para a mesma unidade de saúde. Ele recebeu atendimento médico e foi liberado.
Em nota, a Polícia Civil (PC) informou que os casos foram registrados no posto da corporação do HGE como tentativa de homicídio e lesão corporal. Eles serão encaminhados para investigação no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde a tipificação do crime deve mudar após a confirmação da morte da idosa.
Conforme informou a PC, buscas são realizadas para localizar os suspeitos de envolvimento nos crimes. Ninguém foi preso até a última atualização desta reportagem.
Suspeito morto
Durante as ações para localizar os suspeitos, um homem morreu, no bairro da Santa Cruz. Em nota, a PM informou que ele teria atirado na direção de policiais militares, que revidaram.
O suspeito chegou a ser socorrido e foi também foi levado para o HGE, mas não resistiu. Com ele, segundo informou a PM, foram apreendidas uma arma, drogas e uma balança de precisão.
O corpo do homem foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Salvador, onde passará por necropsia.
Idosa foi atingida por bala perdida dentro de casa — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Tiros atingiram carro que estava estacionado em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia
Ônibus suspensos
Os ônibus do transporte público de Salvador deixaram de circular no Nordeste de Amaralina e no Vale das Pedrinhas depois dos tiroteios ainda na quinta-feira.
O serviço está suspenso durante a tarde, modificando a parada dos passageiros para pontos localizados na entrada dos bairros.
O atendimento voltou ao normal no Nordeste de Amaralina no início da noite. Já o Vale das Pedrinhas segue com a mudança na operação.
Moradores pedem paz
Uma moradora do Vale das Pedrinhas que presenciou a ação policial que terminou com a idosa baleada garantiu que os policiais chegaram ao local atirando.
“Não teve correria, nem nada. A correria que teve foi depois que eles chegaram dando tiro, porque ninguém vai ficar, né? Tantas crianças… as mães de família chamando seus filhos para dentro, porque eles já chegaram atirando”, afirmou a mulher, que preferiu não se identificar.
Tiro deixou buraco na janela da casa da idosa atingida por bala perdida em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia
Um carro estacionado na rua da casa da vítima foi atingido por vários tiros. Os moradores dizem que essa situação sempre acontece na região. Também em anonimato, uma jovem contou que foi baleada na perna há cerca de um ano e meio.
“Fui baleada aqui mesmo, nesse lugar aqui na rua. Os policiais já chegaram atirando aqui, porque eles só chegam aqui assim, atirando”, contou.
Outra testemunha da ação foi dona Ivani Ferreira, que teve o filho de 19 anos morto com um tiro no peito durante outra ação policial, ocorrida no Natal de 2022. O caso é apurado pela Corregedoria da PM e pela PC.
“Eu estava em casa quando ouvi. Eu disse: ‘Eita, Jesus. Misericórdia’. Me joguei no chão. Foi muita bala. E eu fiquei preocupada, fiquei nervosa em casa, porque eu perdi meu filho aqui mesmo”, contou Ivani Ferreira.
A 15ª fase da Operação Unum Corpus, da Polícia Civil, prendeu 546 pessoas entre segunda-feira (24) e o início da tarde desta quinta (27), em Salvador, na região metropolitana e no interior do estado.
Coordenada pelos Departamentos de Polícia do Interior (Depin) e de Polícia Metropolitana (Depom), a operação continua em andamento, com equipes para o cumprimento de mandados judiciais e o combate à criminalidade em diversas regiões.
Até a última atualização desta reportagem, foram cumpridos 381 mandados judiciais, sendo 132 por crimes contra a vida, 92 contra o patrimônio, 69 relacionados à violência doméstica, 169 por tráfico de drogas e 50 por estupro.
Além disso, 41 medidas judiciais foram executadas contra internos do sistema prisional suspeitos de ordenar crimes de dentro das unidades. A operação também apreendeu 98 armas de fogo, número recorde na Onum Corpus, além de 57 veículos e mais de R$ 126 mil.
“É uma operação que marca um ponto de segurança referente ao Estado, com mais de 500 pessoas presas, principalmente suspeitas de cometerem homicídios e tráfico de drogas. Isso traz sentimento de segurança para sociedade e nós vamos tentar ampliar novas ações desse porte”, disse o novo delegado-geral André Vianna.
Megaoperação prende mais de 500 pessoas investigadas por tráfico de drogas e outros crimes na Bahia — Foto: Polícia Civil
Um homem morreu durante após um confronto durante o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão em Itapitanga, no sul da Bahia. O suspeito foi identificado como Edeilton Moreira Souza. Ele foi apontado como um dos chefes de um grupo criminoso que atuava na região.
De acordo com a polícia, com Edeilton Moreira Souza, foi apreendido um revólver calibre .38 com numeração raspada, munições e R$ 95.
Em Iraquara, na Chapada Diamantina, um homem investigado por crime de tráfico de drogas foi preso. Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais apreenderam máquinas caça níquel e entorpecentes.
A polícia informou que o homem tem autorização judicial para cultivo de maconha para consumo próprio, mas as investigações apontaram que ele praticava tráfico de drogas.
Megaoperação prende mais de 500 pessoas investigadas por tráfico de drogas e outros crimes na Bahia — Foto: Polícia Civil
Já em Boninal, também na região da Chapada, policiais prenderam um homem procurado em Minas Gerais, suspeito de crimes de receptação, tráfico de drogas e tentativa de homicídio.
Equipes da 13 ª Coorpin de Seabra também cumpriram três mandados de prisão preventiva contra suspeitos do crime de estupro de vulnerável. Um deles, no município de Andaraí, a vítima é filha do investigado.
Em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, dois suspeitos de envolvimento no homicídio do empresário Wilson Pereira Chaves Neto, ocorrido em 16 de março de 2025, também foram presos.
Equipes da 4ª Coorpin e da Coordenação de Apoio Técnico e Tático à Investigação (CATTI/Leste) cumpriram um mandado de busca e apreensão domiciliar em um hotel no Centro de Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano, onde foram localizados drogas, uma vasta quantia, um simulacro de arma e uma arma de fogo no quarto em que estavam dois hospedes. Eles foram presos em flagrante.
Em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, três suspeitos foram presos suspeitos de envolvimento na morte do motorista de aplicativo Athus Alves Bernardo, desaparecido desde 23 de fevereiro. Eles também responderão por porte ilegal de arma e tráfico de drogas.
Na mesma cidade, uma mulher foi presa por sequestro, ocultação de cadáver e homicídio de Douglas Souza dos Santos. A suspeita é irmã da adolescente que supostamente teria sido vítima de abuso cometido por Douglas.
Em Araci, a cerca de 105 km de Feira de Santana, um homem foi detido por estupro, sequestro e cárcere privado contra três mulheres.
Já em São Félix do Coribe, no oeste do estado, uma prisão foi realizada pelo homicídio de Felipe Gonçalves, de 16 anos. No município de Nova Viçosa, no extremo sul baiano, uma mulher foi presa por tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios.
A Polícia Civil também cumpriu a prorrogação da prisão temporária de um policial militar investigado pelo homicídio do advogado Elido Ernesto Reyes Júnior, de 53 anos, em Conceição do Coité, na região sisaleira. Ele segue custodiado no Batalhão de Choque em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
Desde o início da Operação Unum Corpus, a Polícia Civil prendeu mais de 3 mil suspeitos e apreendeu 500 armas de fogo, além de cumprir centenas de mandados de busca e apreensão.
“A gente tem fortalecido as investigações, alcançando lideranças, fazendo a descapitalização de recursos oriundos dos crimes, que são alvos de investigações”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner.
Élido Ernesto Reyes foi morto a tiros em Conceição do Coité — Foto: Redes Sociais
Um momento de acolhimento, reconhecimento dos trabalhos em prol da saúde pública e de fortalecimento do SUS. Esse foi o sentido do encontro dos agentes de combate às endemias com o prefeito José Ronaldo de Carvalho, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, e a chefe da Divisão de Controle Epidemiológico, Verena Leal, na manhã desta quinta-feira (27), no salão de eventos do restaurante Kilogrill.
“Esse um momento de acolhimento, de diálogo e de aproximar a gestão desses profissionais que têm uma atuação importante na saúde pública do nosso município. Reforçamos o nosso olhar diferenciado também a esses trabalhadores da saúde que são essenciais no combate às arboviroses e às endemias”, destacou a chefe da Divisão de Controle Epidemiológico observando o novo olhar e a sensibilidade da gestão municipal em dialogar com essa categoria de profissionais.
A rede municipal de Saúde conta atualmente com 393 agentes de combate às endemias, sendo 288 deles atuando no trabalho focal [são aqueles que combatem as arboviroses – dengue, zika vírus e Chikungunya].
São no total onze frentes de trabalho. Eles estão divididos em dez áreas – cada uma delas correspondem a regiões da cidade. Além de atuar no controle das arboviroses, também fazem parte dos trabalhos de outras endemias, a exemplo da Doença de Chagas, Esquistossomose e Leshimoniose.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, reconheceu esses profissionais como “uma grande conquista do SUS, assim como os agentes comunitários”. Ainda, enfatizou que o Município está à disposição para ouvir e acolher a categoria, observando que a gestão se faz com participação.
“Mesmo diante de desafios, vocês conseguem desenvolver a atividade de forma eficiente. Quando vocês entram nas casas, estão ajudando a salvar vidas. Essa é a percepção e reconhecimento que temos de vocês em prol da saúde do nosso município. Sem vocês não teríamos um SUS tão qualificado no nosso município”, ressaltou o titular da pasta, acrescentando que os agentes de combate às endemias estão entre as prioridades da administração municipal.
RECONHECIMENTO
“São profissionais responsáveis em estar no campo, no operacional, para combater a dengue, por exemplo, uma arbovirose muito relevante no país, uma doença endêmica, e essa turma aí é uma turma que trabalha fortemente nisso. Lembrando que, sem o agente de combate às endemias, a gente teria um cenário epidemiológico muito ruim no Brasil inteiro”, disse Rodrigo Matos.
Ao falar aos agentes de endemias, o prefeito José Ronaldo reforçou o respeito da administração a todas as entidades e que o seu Gabinete está de portas abertas para acolhê-los.
“É um prazer ter esse encontro com vocês e dizer que desde o primeiro dia que estou na Prefeitura [e em outros períodos também como chefe do Executivo Municipal] nunca recebi alguns que estão aqui, entre outros dirigentes, para não ouvi-los”.
Jasiane Teixeira, conhecida como “Dona Maria”, é a mulher apontada como a maior traficante de drogas e armas da Bahia. Ela foi presa em São Paulo, onde mora atualmente, em janeiro, quase quatro anos depois de ser solta por causa de um habeas corpus.
Na quarta-feira (26), a Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva e transferência de “Dona Maria”. Alvo de uma ação conjunta das policiais dos dois estados, ela estava com R$ 66 mil em espécie, anotações do comércio de drogas e celulares.
Jasiane é apontada como maior traficante da Bahia — Foto: Alberto Maraux/SSP
Condenada por homicídio
Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Jasiane Teixeira era considerada foragida após ser condenada a 14 anos de prisão pela participação na morte de um agente penitenciário e por tráfico e porte de drogas na Bahia.
Muito dinheiro em espécie foi encontrado com a baiana presa em São Paulo — Foto: Divulgação/SSP-BA
Ainda conforme a SSP-BA, informações preliminares apontam que “Dona Maria” permanece casada com um suspeito de integrar uma facção paulista. No entanto, as equipes da Bahia e de São Paulo não conseguiram localizar o homem.
Além do homicídio e do tráfico de drogas e armas, Jasiane é investigada por ordenar crimes como roubos, falsidade ideológica e corrupção de menores em Jequié, no sudoeste baiano.
Jasiane quando chegou na capital baiana sob forte esquema de segurança , em 27 de setembro de 2019 — Foto: Alberto Maraux/ SSP
Responsável por contas de facção
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), “Dona Maria” administrava facção criminosa de tráfico de drogas na região de Vitória da Conquista, também no sudoeste do estado, sendo responsável pela contabilidade da organização criminosa e fluxos de caixa.
As investigações apontaram que a investigada ocultava os lucros criminosos pulverizando os recursos em contas de diversas pessoas, mediante depósitos fracionados, que retornavam para ela ou para outros membros da organização criminosa sem possibilidade de rastreamento pelos órgãos de controle financeiro e de persecução penal.
Polícia diz que anotações do tráfico de drogas foram encontradas com a suspeita — Foto: Divulgação/SSP-BA
Última prisão e investigação
Jasiane foi presa no dia 25 de setembro de 2019, em Biritiba Mirim, em São Paulo, após investigações da polícia baiana. Na época, “Dona Maria” estava no Baralho do Crime da SSP-BA, como a dama de copas. A ferramenta reúne informações e fotos dos criminosos mais procurados do estado e tem auxiliado a polícia na captura deles.
A mulher foi transferida para Salvador, sob forte esquema de segurança, no dia 27 de setembro do mesmo ano. Jasiane foi transportada em uma aeronave do Grupamento Aéreo da PM (Graer), com pés e mãos algemados e com os olhos vendados. Um dia depois, ela foi apresentada à imprensa e alegou inocência.
Segundo a polícia, Jasiane também é investigada por intermediar a compra de armamento pesado, como fuzis e granadas para os grupos que chefiava.
Em 2019, uma aeronave foi apreendida pela polícia de Vitória da Conquista. Conforme a polícia, o avião era usado para trazer drogas e armas da Bolívia, Venezuela, Colômbia e Peru, sob operação de Jasiane. Três homens foram presos na ação. O avião foi leiloado em 2020 por R$ 800 mil.
Jasiane Teixeira ficou presa no Conjunto Penal de Juazeiro, no norte baiano, até março de 2020, quando recebeu o habeas corpus. A decisão da Justiça da Bahia a deixava isenta de monitoramento eletrônico e prisão domiciliar.
Segundo informou a defesa de “Dona Maria” na ocasião, o desembargador Lourival Almeida Trindade, que assinou a decisão, revogou a prisão preventiva porque reconheceu a medida como ilegal.
Um jovem de 25 anos foi preso suspeito de negociar a compra de uma motocicleta e fugir com um veículo ao testar o veículo na cidade de Eunápolis, no extremo sul da Bahia.
A prisão em flagrante aconteceu na segunda-feira (24). Segundo informações da Polícia Civil, a negociação aconteceu por meio de um aplicativo de compras.
No ponto de encontro, marcado na rodoviária da cidade, o suspeito pediu para testar a motocicleta e, ao assumir a direção, fugiu em alta velocidade. Após a denúncia, policiais buscaram o suspeito na casa do jovem, onde ele desmontava o veículo com a ajuda de um adolescente.
De acordo com a polícia, o adolescente foi apreendido. O caso é investigado pela 1ª Delegacia Territorial (DT) de Eunápolis, onde o suspeito, que foi autuado por crimes de furto e corrupção de menores, está à disposição da Justiça.
O homem suspeito de atropelar e matar uma jovem de 23 anos e a filha dela, de 4, no acostamento da BA-210, em um trecho da cidade de Juazeiro, no norte da Bahia, foi identificado pela Polícia Civil. De acordo com a delegacia do município, ele foi ouvido e liberado.
O acidente aconteceu na terça-feira (25). Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o homem, que não teve a identidade revelada, fugiu sem prestar socorro às vítimas.
Testemunhas contaram aos policiais que Jamilly da Silva Pereira caminhava ao lado de Lívia Melissa Pereira dos Santos, que estava em uma bicicleta, quando as duas foram atingidas. As duas morreram no local do acidente.
Outras duas pessoas foram atingidas pelo veículo. Um homem de 53 anos teve ferimentos graves e uma amiga de Jamilly, de 34 anos, sofreu escoriações. Os dois foram socorridos e levados para um hospital em Petrolina (PE). A filha da mulher, uma criança de 3 anos que também estava com ela, saiu sem ferimentos.
“Quando as nossas guarnições chegaram no local, encontraram muitas pessoas envolvidas. Fizemos de imediato a sinalização do local, para que não acontecessem novas ocorrências, e buscamos coletar no local marcas, como frenagem, posição dos corpos… acionamos também o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]”, disse o capitão Adjailson Mora, comandante da 4ª PRE/Juazeiro.
Mãe e filha de 4 anos morrem após serem atropeladas por carro em acostamento na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia
Luto
Em entrevista à TV São Francisco, afiliada da Rede Bahia na região, o pai de Jamilly, Cícero Alves Pereira, contou que estava trabalhando quando soube do acidente. Ele foi avisado por telefone, mas, na ocasião, ainda não imaginava que a filha e a neta tinham morrido.
“Eu imaginei que fosse um acidente pequeno, porque eu estava trabalhando na hora que o cara me deu o recado. Ele disse: ‘Cícero, sua filha sofreu um acidente. Pega o carro e vai ligeiro'”, contou Cícero.
Emocionado, o homem lamentou a perda da filha e lembrou da relação que os dois tinham. “Era uma pessoa forte, alegre, estava ali sempre me agradecendo como pai, por ser bom pra ela. Acredito que isso nunca mais vai sair da minha memória”, disse.
Tristeza também para os vizinhos da família. “A tristeza não foi fácil. Foi um choque que nós tomamos. A menina criada com a gente, estudando, casou-se… e acontecer uma tristeza dessa. O coração da gente quase para”, afirmou Gregório Soares, que conhecia Jamilly desde a infância.
Em nota, a Secretaria de Educação de Juazeiro lamentou o falecimento da mãe e da filha, que era estudante da rede municipal de ensino, prestando solidariedade à família.
Segundo o comunicado, a pequena Lívia, de 4 anos, era aluna do Infantil IV na Emei Luana da Silva Nascimento. “A estudante, conhecida por ser alegre e afetuosa, será lembrada por todos os colegas e professores pelo seu jeito carinhoso de abraçar a todos”, destacou o comunicado.
Os corpos das vítimas serão sepultados na manhã desta quinta-feira (27), em Juazeiro.
A Polícia Civil investiga uma denúncia de agressão física contra uma professora de reforço escolar, no bairro do Resgate, em Salvador. Segundo a família de Célia Regina Silva, de 65 anos, ela recebeu chutes, puxões de cabelo e socos da família de um aluno de 7 anos.
O caso aconteceu na segunda-feira (17). De acordo com a filha da professora, a enfermeira Andrea Regina Silva, as agressões aconteceram por retaliação depois que a idosa reclamou do comportamento da criança durante as aulas.
Segundo Andrea Regina, o garoto se matriculou no reforço escolar no início de 2024 e, inicialmente, apresentava um bom comportamento. No final do ano, ele passou a se negar a fazer as atividades e responder a professora, quando chamado atenção.
“Ele dizia que minha mãe não era mãe dele para obrigar ele a fazer o dever e que a mãe dele já tinha dito que era para fazer o que ele quisesse. Minha mãe sempre pontuava para a mãe dele sobre a dificuldade para explicar a ele, porque ele não queria aprender”, contou a filha da idosa.
Polícia Civil investiga denúncia de agressão física contra professora de reforço escolar em Salvador — Foto: Arquivo Pessoal
De acordo com Andrea Regina, no dia 11 de março, a professora perguntou ao garoto qual atividade ele tinha para fazer no dia, e o menino questionou se “ela já ia começar com a chatice dela” e que “ele já tinha dito que ela não era mãe dele”.
“Minha mãe disse que ela tinha que ensinar o dever e ele deu um tapa na cara de minha mãe”, relatou.
A professora ligou para a mãe do menino, comunicou a situação e pediu para que a mulher fosse até a casa dela conversar. No entanto, ela apenas pegou o filho e foi embora.
Andrea Regina relatou que uma semana depois, no dia 18 de março, o menino retornou para o reforço escolar e tentou gravar a professora com um celular. A idosa se sentiu desconfortável e voltou a chamar a mãe do aluno.
“Ela chegou com a tia do menino e o padrasto. Ele tirou a minha mãe de dentro de casa pelos cabelos, não considerando que tinham três crianças no reforço”, disse.
“Os meninos pedindo para que ele não fizesse nada com minha mãe, porque ela não tinha feito nada na criança. Pelo contrário, ele que tinha batido nela”, relatou a filha da vítima.
Polícia Civil investiga denúncia de agressão física contra professora de reforço escolar em Salvador — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Em seguida, conforme relato da mãe da vítima, a professora foi jogada no chão e recebeu chutes e murros do homem, da mãe do aluno e da tia, que estava com uma arma de choque.
“As agressões só pararam quando minha vizinha de porta, que faz hemodiálise três vezes na semana, conseguiu tirar os três em cima da minha mãe”.
“Uma arma que tem uma corrente de seis mil volts. Se minha mãe recebe esse choque, ela tinha uma parada cardíaca na hora”, contou.
O g1 tentou contato com a mãe do aluno, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.
Medo de novas agressões
A família da professora procurou a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deat), no mesmo dia, e registrou a denúncia. Ela foi atendida em uma clínica particular, onde foram constatados hematomas em diversas partes do corpo e uma lesão no pé.
“Mesmo que ela tivesse agredido o menino, isso não justificaria. Isso foi tentativa de homicídio e nós estamos com medo, porque eles estão soltos. Moram aqui no condomínio e não vimos desde quinta-feira”, pontuou.
A reportagem pediu posicionamento para a Polícia Civil, mas não recebeu respostas até a última atualização da matéria.
O corpo do adolescente de 15 anos, que se afogou com o amigo de 16, enquanto nadavam em um trecho do rio Grande, na cidade de Angical, no oeste da Bahia, foi encontrado por pescadores na manhã desta terça-feira (25). A outra vítima também não resistiu aos ferimentos.
O caso aconteceu no domingo (23) e uma testemunha tentou resgatar as vítimas, mas não conseguiu. O corpo de Pedro Edson Alves Porto foi encontrado no mesmo dia.
Já Pedro Henrique de Souza Lima só foi localizado nesta terça, próximo ao local de onde ele nadava com o amigo, depois de mais de um dia de buscas feitas por bombeiros civis.
Segundo a instituição, a profundidade do local do afogamento pode chegar a três metros e há pouca visibilidade. Esses foram fatores que atrapalharam nas buscas.
Os corpos dos adolescentes resgatados foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras.
Quatro adolescentes da mesma família
Outros quatro adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, morreram após se afogarem no domingo, no rio São Francisco, em trecho do município de Barra, também no oeste baiano.
Conforme detalhou a Polícia Militar (PM), uma delas aprendia a nadar e precisou de socorro. As outras três pularam na água para tentar ajudar, mas também perderam a vida.
As vítimas foram identificadas como:
Ayxa Adrielle de Souza da Silva;
Davi Francisco dos Santos da Silva;
Jardielle Alves da Silva;
Kauã dos Santos da Silva.
Adolescentes morreram após se afogarem em Barra, no oeste da Bahia — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Primeira instituição filantrópica de Feira de Santana a cuidar do povo carente da região, a Santa Casa de Misericórdia, mantenedora do Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), completa 166 anos nesta terça-feira (25). Para marcar a data, uma missa foi celebrada pelo arcebispo emérito Dom Itamar Vian, quando o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou a importante missão da instituição de cuidar das pessoas que não dispunham de recursos financeiros.
Dom Itamar Vian lembrou também da importância da data de hoje pela coincidência de ser também o dia em que a Igreja Católica comemora a anunciação da vinda do Senhor Jesus. Até o Natal, que marca o nascimento do menino Jesus, são nove meses. “Todas as vezes que cuidamos de um doente, cuidamos de Jesus”, destacou.
Ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, o prefeito José Ronaldo destacou a vocação da instituição de cuidar do povo carente e lembrou da experiência de administrar a instituição. “Passei muitos anos de minha vida nesta instituição e, sem dúvidas, foi a maior experiência de toda a minha vida pública. Aqui foi meu primeiro grande desafio. Esta instituição já serviu até moradores de Irecê, do Recôncavo baiano, da Chapada Diamantina e do Nordeste da Bahia, no tempo em que não existia nem o Hospital Clériston Andrade. Esta era a única instituição que atendia as pessoas mais pobres”, recordou, observando que esta era uma missão abraçada por todos os que atendiam no Dom Pedro.
A provedora da Santa Casa, Fernanda Reis, destacou os avanços nos serviços da Santa Casa e aproveitou a data para inaugurar o novo Centro Ambulatorial, que presta homenagem ao médico ortopedista Benício Cavalcante, que durante muitos anos trabalhou no Hospital Dom Pedro de Alcântara.
O também médico e presidente da Academia Feirense de Letras, João Batista, lembrou a história de fundação da Santa Casa de Misericórdia e da construção do Hospital Dom Pedro de Alcântara, através da missão de homens desta cidade que buscaram servir a coletividade.