Em entrevista ao Letterboxd, divulgada na segunda-feira (2), Wagner Moura exaltou a amizade com o conterrâneo baiano.

O indicado ao Oscar de Melhor Ator, Wagner Moura contou que o melhor amigo, Lázaro Ramos, vai acompanhá-lo na premiação marcada para o dia 15 de março. A informação foi divulgada em entrevista ao Letterboxd na segunda-feira (2).
“Nos conhecemos há 30 anos, trabalhamos juntos, ele está vindo agora para a noite do Academy Awards”, contou.
Os baianos se conheceram em Salvador, após Wagner assistir uma peça de Lázaro. Na época, os artistas tinham 18 e 16 anos, respectivamente.
Encantado com a interpretação de Lázaro, Wagner foi até o backstage e perguntou se os dois poderiam ser amigos. “E assim viramos amigos”, relembrou.
Nas três décadas de amizade, os baianos fizeram diversas peças e filmes juntos. Um dos mais famosos é “Ó Paí, Ó”, de 2007. O longa se passa no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, e tem uma cena marcante de diálogo sobre o racismo entre Lázaro e Wagner.
Na cena, Boca, personagem interpretado por Wagner Moura, tenta convencer Roque, personagem de Lázaro, a lhe dar mais tempo para pagar por um serviço e o ofende de forma racista. Em resposta, Roque pergunta: “Por acaso negro não tem olhos? Não come da mesma comida? Não sofre das mesmas doenças? Não precisa dos mesmos remédios? Quando vocês dão porrada na gente, a gente não sangra igual?”.
“Eu lembro que eu tinha uma fala depois da dele, mas eu não consegui dizer nada, porque foi muito forte”, relembrou Wagner Moura, durante a entrevista.
Quando Wagner Moura venceu a categoria de Melhor Ator em Filme Dramático do Globo de Ouro, Lázaro Ramos comemorou nas redes sociais.
“Pois é… ‘O baiano tem o molho’ e agora tem o Golden Globe. Ter a alegria e a honra de acompanhar o trabalho de Wagner desde a nossa adolescência só faz esse prêmio dele ser ainda mais especial pra mim”, celebrou Lázaro.

Wagner Moura concorre ao prêmio de Melhor Ator no Oscar pela sua interpretação no filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. Além desta categoria, o longa concorre a outras três: Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Filme.
A produção, que é um thriller ambientado no Recife durante a Ditadura Militar, igualou o recorde de “Cidade de Deus”.
“Eu odeio quando perguntam qual é a mensagem do filme. Não tem mensagem, as pessoas tem leituras diferentes do filme”, afirmou Wagner Moura.









































